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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Prévia da Maratona-retrospectiva do Carcará

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por Rodrigo Castro


Depois de 66 votos divididos em três enquetes chegamos à primeira parcial da Maratona-retrospectiva do Cineclube Carcará. Festim Diabólico, Brüno e Butch Cassidy & The Sundance Kid foram os escolhidos pelo público para serem exibidos no dia 4 de dezembro, num dia inteiro dedicado ao cinema. Não se lembra que filmes são esses? Diabólico é uma palavra que só te traz más lembranças? Confira a seguir breves análises para refrescar a memória - ou ativá-la, caso você não tenha visto nenhum dos filmes eleitos.

Os acidentes de Paul Haggis

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por Rodrigo Castro

Custo: 6,5 milhões de dólares. Retorno: 54,5 milhões de dólares. Este é o cálculo do investimento de Crash, que ganhou um subtítulo (mais uma vez) ridículo em português. Paul Haggis (bio em inglês no IMDb), que se consolidou em Hollywood ao vencer dois Oscar de Melhor Roteiro consecutivos (um por Menina de Ouro e o outro pelo próprio Crash), dirigiu um dos filmes mais tocantes já feitos nos últimos tempos. Crash é extremamente político, e mostra diversas histórias - daí o motivo de estar na Sessão X Filmes Mosaico - que se entrelaçam entre si e constroem o filme.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O sentido de O Sentido da Vida

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por Rodrigo Castro


Antes de tudo, o professor Carlos D'Andrea merece uma resposta ao seu comentário na postagem anterior. Não, professor, jamais chegaríamos ao baixo nível de dizer que os Python são o Casseta & Planeta da Inglaterra, como você mesmo deixou claro no seu comentário. Primeiro, por uma questão temporal; segundo, porque não, nunca, jamais. A verdade é justamente o contrário: os comediantes brasileiros claramente se inspiraram no grupo inglês para criar o programa que existe até hoje, e que influenciou também os filmes dos Casseta, como deixaram claro numa entrevista ao site Cinema em Cena. Comparações já foram feitas, e o Casseta & Planeta já foi um tanto melhor do que é hoje. Quem quiser uma crítica um pouco melhor fundamentada comparando o modo de fazer filmes dos Casseta e do Monty Python pode conferir o que Eduardo Valente disse à Revista Contracampo.

Quanto ao último filme da mostra Fã Cine Monty Python, e que também é o último filme feito para o cinema dos Python, O Sentido da Vida, as análises, por mais diferenciadas que sejam umas das outras, tocam sempre num ponto comum: a desagradável surpresa de um filme inconstante. Daniel Dalpizzolo, do Cineplayers.com, é mais enfático e taxativo em sua análise: "É incrível como um filme consegue ser tão genial e, ao mesmo tempo, tão decepcionante quanto O Sentido da Vida". Apesar de parecer exagerada, a crítica de Dapizzolo encontra respaldo em diversas outras. O que mais causou espanto sobre o resultado final desta obra de despedida do grupo - despedida cinematográfica, digamos assim, já que os membros encerraram a série em 1974, nove anos antes da estreia do filme - foi o fato de que, como nunca antes houvera, os Python obtiveram financiamento decente para a produção do filme, já que o sucesso da trupe já estava mais do que consolidado. Nos dois outros filmes feitos para o cinema, o grupo mal contou com algum investimento, dependendo de ajuda de fãs como Geroge Harrison. Esperava-se, portanto, que com mais dinheiro fariam a obra-prima pythoniana, e encerrariam de fato o grupo em alto nível.
- A resposta para o sentido
da vida é muito fácil, como
todos bem sabem...


Isso não significa que o filme é ruim, de modo algum. As piadas de humor negro continuam lá, o humor corrosivo, ácido, ainda hoje causam dores na barriga de quem assiste ao filme. Só não superou as expectativas de todos que esperavam uma obra fenomenal. O filme também não possui uma estrutura narrativa muito elaborada em termos de cinema, já que na verdade é uma verdadeira junção de vários sketches que possuem unidade por si só. É como uma compilação, e se se assiste ao meio sem ter visto o começo não há problema, pois são como células independentes. Um dos fatores que provavelmente influenciou negativamente o trabalho foi o fato de os seis integrantes já não estarem se dando tão bem como quando começaram. Rodrigo Carreiro, do Cineplayers.com, explica melhor a situação:
A produção de “O Sentido da Vida”, por causa dos ciúmes e das ambições pessoais do sexteto, seguiu mais ou menos a mesma lógica que o disco Let It Be, dos Beatles. Cada integrante escreveu esquetes cômicos sozinhos. O resultado, altamente previsível, foi um filme engraçado, mas irregular.
Os gênios e seus egos sempre acabam, invariavelmente, se deixando levar pelo caminho fácil do egoísmo. Com suas carreiras consolidades, com a exceção de Graham Chapman, que lutava contra o alcoolismo (que acabou o matando tempos depois), os Python apenas se juntaram para ganhar mais um pouquinho de dinheiro. Acabaram por fazer um filme bom, mas não o que todos esperavam.


O Sentido da Vida será exibido dia 18 de novembro, quinta-feira, às 16h e 18h30min, no Cine Carcará - porão do Centro de Vivências da UFV.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Fã Cine Monty Python

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por Rodrigo Castro


O que esperar de uma série que influenciou desde Douglas Adams, autor d'O Guia do Mochileiro das Galáxias, até Trey Parker (bio em inglês) & Matt Stone (bio em inglês), criadores do desenho-mega-sucesso-politicamente-incorreto South Park? T-u-d-o! Monty Python, cujo primeiro episódio foi ao ar em 5 de outubro de 1969 na televisão britânica como parte do show de sketches do Monty Python's Flying Circus, ainda hoje encanta e anima o público em todos os cantos do mundo. A série durou, na TV, 45 episódios em 4 temporadas, e virou verbete nos dicionários de língua inglesa: pythonesque. O grupo original era formado por Eric Idle, Graham Chapman, John Cleese, Michael Palin e Terry Jones, além de Terry Gilliam, cartunista da revista Mad - que inclusive tem uma edição brasileira.

A escolha de Monty Python para o Fã Cine do mês se deveu principalmente à versatilidade do grupo. Se no Fã Cine de outubro homenageamos uma dupla, fato por si só já muito relevante, dessa vez optamos por uma espécie de coletivo de arte cujo sucesso extrapolou as telas das TVs do Reino Unido. Além do cinema, com alguns filmes que você poderá assistir este mês no Carcará, os Pythons, como também são reconhecidos, fizeram e fazem sucesso também no teatro, com um musical montado na Broadway desde 2005, além de álbuns de música com diversos temas da série. Os Phytons ficaram eternizados pelo humor ácido e inteligente, as finíssimas ironias com tudo e todos, além de todo o aspecto non-sense e absurdo de suas produções.

Você pode assistir aos dois filmes em exibição no Carcará no dias 11 e 18 de novembro. A Vida de Brian será o primeiro, dia 11, às 16h e depois às 18:30h; na semana seguinte, dia 18, O Sentido da Vida, nos mesmos horários. O filme Em Busca do Cálice Sagrado também foi exibido, no dia 4 de novembro.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Peru e Rússia unidos pela revolução – Cine Volta ao Mundo

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por Gustavo Paravizo


Dentro da temática cinema, o único assunto que de alguma forma aproxima o país sul-americano do europeu é a revolução. Essa semana, o Cine Volta ao Mundo foi buscar dois filmes que contextualizam momentos distintos, em países histórica e economicamente diferentes, mas que foram intimamente marcados pela barbárie e pelo medo.

Contexto histórico das revoluções
"¡Hasta la victoria, siempre!"
Tanto o Peru, entre as décadas de 1980 e 2000, quanto à Rússia, um pouco mais cedo, entre as décadas de 1910 e 1920, foram palco de mudanças drásticas ocasionadas por revoluções, que atingiram profundamente suas populações.

Como já foi dito, são revoluções muito diferentes: No Peru, estima-se que 60 mil pessoas perderam a vida na luta ocorrida entre um governo centralizador e autoritário, em confronto com a oposição, de caráter maoísta, liderada pela organização Sendero Luminoso (alguns sites comparam essa organização com as FARC).

Na Rússia, 22 milhões de pessoas morreram durante o processo de transição do czarismo para o socialismo. A miséria gerada pela hierarquia existente no Estado, potencializada pelos anseios camponeses por terra e a insatisfação da burguesia quanto à concorrência do capital estrangeiro, contribuíram para a organização e o desenvolvimento de idéias contestavam a máquina estatal.

A Teta Assustada
O filme peruano, produzido em 2009, possui um roteiro construído para ilustrar os anos posteriores ao período de conflito ocorrido no país e a maneira como o psicológico da população foi afetado pelas brutalidades.

Exemplo disso é o folclore existente a respeito das mulheres que sofreram estupro; para os peruanos, os indivíduos nascidos fruto desse tipo de violência absorvem todo tipo de doença a partir do leite materno e, além disso, não possuem alma. As crianças adquirem automaticamente o medo materno e vivem uma vida repleta de privações.

É exatamente isso que acontece com a protagonista Fausta (Magaly Solier). Fruto dessa realidade, ela mal consegue andar na rua, tem medo dos homens e até mesmo de si própria.
Em cima desses aspectos, a cineasta Claudia Llosa trabalha alguns traços de melancolia e certa sensibilidade, características que pouco tempo depois foram reconhecidas pelo cinema alemão, onde o filme recebeu o prêmio Urso de Ouro, em 2009. Além disso, a produção ainda foi indicada para o Oscar de melhor filme estrangeiro em 2010.

Almirante
É um filme do diretor russo Andrey Kravchuk que narra a história de Aleksandr Vasiliyevich Kolchak (Konstantin Khabenskiy), um almirante muito destacado em combates, que tornou-se um dos líderes do exército branco. Enquanto herói de guerra e pai de família, vai explicitar as mudanças ocorridas nos seus valores e vontades, em um período conturbado da história russa.
A riqueza do filme está na contextualização realizada em relação às tensões que envolveram a queda do czarismo, o espanto gerado pela instauração de um governo provisório e as reações extremadas originárias da ascensão ao poder por parte dos bolcheviques.

A mostra Cine Volta ao Mundo acaba nesta quinta-feira, mas você ainda pode conferir os filmes dessa postagem - A Teta Assustada, às 16h, e Almirante, às 18:30h.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Maratona-retrospectiva 2010 - O melhor do ano, de uma vez só...

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por Rodrigo Castro

- Não há lugar como o Carcará...
Já estamos chegando ao fim de outubro, o que significa que o ano daqui a pouquinho acaba para nós, estudantes. O Carcará, então, preparou uma programação diferente para o dia 4 de dezembro - o último sábado letivo, antes das provas finais da UFV. Como todo mundo adora fazer retrospectivas todos os anos, resolvemos fazer a nossa também: a Maratona-retrospectiva Carcará 2010.
Maratona porque os filmes serão todos exibidos num dia só - sábado - e retrospectiva porque não trará filmes "inéditos", mas sim o os escolhidos por votação do público no blog dos melhores filmes do ano - e compreendam que melhores para uns pode não ser melhores para outros, já que serão decididos por votação.

O Processo
A cada semana será realizada uma enquete no blog do Carcará, em que o público poderá votar em apenas um filme. Cada enquete representa uma mostra diferente que foi exibida no ano (por exemplo, Do Livro às Telas), e isso será explicitado no título da enquete para não haver confusão. Algumas mostras possuem mais filmes, outras menos, o que se deve ao fato do número de vezes em que foi exibida no ano. Obviamente, não serão todos os filmes que estarão em votação - já foi feita uma pré-seleção no Carcará, já que o número de filmes é muito grande para ser votado em tão pouco tempo.

A Maratona-retrospectiva
No dia 4 de dezembro, o último sábado letivo da UFV, os filmes serão apresentados em sequência - com pausa, é claro, pro cafezinho no DCE Bar.
Serão exibidos seis filmes de seis mostras distintas. Fique atento para os horários e a ordem das exibições, serão definidos pelo Cineclube em breve.
Aproveite para se despedir do Cine Carcará com uma overdose de cinema - bom, bonito e de graça.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Caça ao tesouro em Minnesota - Fã Cine Irmãos Coen

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por Rodrigo Castro

E, mais uma vez, os Irmãos Coen exibem toda a força de seu humor ácido e diálogos bem feitos em Fargo, que ganhou o subtítulo português Uma Comédia de Erros (sabe-se lá porque). A história de um marido que planeja o rapto da própria mulher para arrancar dinheiro do sogro devido a um motivo não explicado é conhecida por muita gente, e costuma acabar mal. Em Fargo não é diferente: o marido, por algum motivo não explicitado, arma o sequestro de sua mulher, a fim de tentar conseguir dinheiro com o sogro - ele repassaria parte do dinheiro do resgate do falso sequestro para os bandidos, e ficaria com o restante -, e, no final das contas, acaba mal. Não só para o marido, mas para todo mundo. E isso é o grande trunfo do filme, que junta um tema delicado, sério, e que causa indignação em muita gente, e o típico humor dos Irmãos, que chegam mesmo a ridicularizar alguns aspectos do tema - e causam risos abertos de situações que, normalmente, não tem a menor graça. Não é novidade para quem assiste a filmes dos Coen: em E Aí, Meu Irmão, Cadê Você?, os cineastas escracham a imagem da Ku Kux Klan, organização racista que ainda atua nos EUA, e que teve seu auge na década de 1920 naquele país.

Joel e Ethan Coen são velhos adeptos da montagem invisível do Cinema, deixando para o roteiro cuidar de toda a genialidade de seus filmes (o que não significa que não há boas jogadas com a câmera, como pode-se comprovar em várias cenas de Fargo e E Aí, Meu Irmão, Cadê Você?). Como assinam os próprios roteiros que filmam, os Coen demonstram toda a força e talento que possuem nos diálogos dos filmes, juntamente com trilhas sonoras muito bem encaixadas, além dos efeitos especiais e outros elementos que compõem a feitura da obra. E, acima de tudo, são grandes brincalhões: já no início do filme aparece um texto em que afirmam ser o filme uma história real, do qual os nomes verdadeiros dos personagens foram trocados em respeito aos mortos nos episódios - tudo como manda o script de produções desse tipo. Foi, nas palavras dos próprios diretores, uma mentira: "Nós pensamos que as pessoas nos permitiriam fazer coisas que geralmente não permitem em filmes ficcionais, pois tudo o que estaria na tela seria justificado pelos 'fatos reais'". Na mesma entrevista para o blog The Hollywood Interview os diretores contam sobre a reação de dois extremos do público de Minnesota: alguns gostaram e se consideravam numa posição privilegiada para apreciar o filme, enquanto outra parte considerou o filme exagerado e cruel.

O grande perdedor Jerry, que não
consegue nem mesmo forjar o 

sequestro de sua mulher
O que torna Fargo um filme único é a composição dos personagens, altamente complexos em toda a sua simplicidade, além da fidelidade dos sotaques e expressões regionais - o que inclusive, na opinião de Pablo Villaça, é um empecilho para a aceitação do filme entre o público brasileiro. Os personagens são pessoas comuns: um vendedor de carros que trabalho na loja do sogro (que é rico e pouco se importa com a situação do genro) que é um grande perdedor, daquelas pessoas para quem nada dá certo, tudo conspira contra o seu sucesso. A mulher do vendedor é uma típica dona-de-casa, faz seus serviços cuidando da casa e assiste à TV no tempo livre. Os sequestradores formam uma dupla que não se dá muito bem, sendo que um é extremamente calado, do tipo que "fala" por suas ações (o que pode ser entendido por matar pessoas), e o outro fala, de fato, além do limite. A atuação que foi mais aclamada coube a Frances McDormand, que merecidamente levou o Oscar de Melhor Atriz, em 1997. Além de Frances, que é mulher de Joel Coen e participou de diversos filmes dos Irmãos, o elenco é um show a parte: Steve Buscemi, William Macy e Peter Stormane são alguns dos grandes nomes desta obra-prima.

Uma curiosidade interessantíssima: graças à brincadeira de Joel e Ethan sobre o filme ser baseado em fatos reais, surgiu uma lenda urbana nos EUA de que as pessoas foram ao estado de Minnesota em busca da maleta de dinheiro que o sequestrador enterra numa determinada cena do filme.

Fargo será exibido dia 15 de outubro, sexta-feira, às 16h e às 18:30, em sessões comentadas, no Cine Carcará - porão do Centro de Vivência da UFV.

Próxima parada: Argélia e Israel - Cine Volta ao Mundo

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por Rodrigo Castro

Os conflitos entre árabes e israelenses são tão explorados atualmente pela mídia que já se incorporaram ao cotidiano de diversas pessoas, gerando aquela "zona de conforto" - se é que se pode chamar um problema dessa magnitude de zona de conforto - em que já não importa quantos morreram em mais um conflito armado entre os povos: tudo faz parte da normalidade. Espera-se exatamente isso de tal conflito, que amanhã ou depois mais pessoas sofram consequências terríveis dos atos impensados de ambos os lados. A Banda, filme israelense co-produzido por EUA e França, trata dessa historinha manjada de forma brilhante, num filme de fina ironia e que ganhou diversos prêmios em Israel e um no Festival de Cannes de 2007. Os conflitos não são explicitados na telona, mas é visível o desconforto gerado pela situação em que se envolvem os personagens do filme - uma banda egípcia, por um erro de comunicação, acaba viajando para uma cidade no interior de Israel, quando deveriam estar em outra localidade do mesmo país. No site Cinema.uol.com.br você pode conferir uma reportagem sobre o filme feita por Neusa Barbosa, que dá mais informações do enredo. Na seção de críticas do blog do site Cine.com há mais informações sobre a técnica da filmagem e notas do diretor Eran Kolirin (pequena bio em inglês no Wikipedia) sobre seu filme. No site 50anosdecine.com.br há outra boa análise sobre o filme, enfatizando seu caráter humanístico.
A Banda será exibido às 16h, dia 14 de outubro, no Cine Carcará - porão do Centro de Vivência da UFV

Pertinho do Egito está a Argélia, país de origem do 4º filme da mostra Volta ao Mundo deste mês. Baba Aziz é uma história sobre a cultura e a espiritualidade árabe, obra do tunisiano Nacer Khemir, considerado um dos maiores estudiosos da cultura árabe e que tem grande admiração pelo seu povo. Seus filmes, e Baba Aziz não poderia ser diferente, são repletos de histórias intrigantes, que remontam aos tempos áureos das contações de histórias árabes, como As Mil e Uma Noites. Apesar de parecer um tanto "antigo" devido às temáticas que envolvem o filme - contação de histórias, encontro de sábios anciãos, etc - é uma obra que pode ser tranquilamente transposta para nossos dias, assim como os outros filmes de Khemir. No site da 5ª Mostra Mundo Árabe de Cinema há mais informações sobre Nacer Khemir e o filme Baba Aziz, e no site FilaSiete.com há uma crítica sobre o terceiro filme do cineasta tunisiano.
Baba Aziz começa às 18:30h, logo após a exibição de A Banda, no Cine Carcará - porão do Centro de Vivência da UFV.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Uma volta por Sérvia e Bélgica - Cine Volta ao Mundo

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por Rodrigo Castro

O mês de outubro do Cine Carcará começou pra valer no dia 4, quando foi exibido A Hora do Pesadelo, na Segunda Trash. Na terça-feira, dia 5, o Projeto Psicocine trouxe às telas 1984, baseado na obra homônima de George Orwell, um dos grandes gênios do Jornalismo e da Literatura mundiais. Finalmente chegou a hora do Cine Volta ao Mundo, que estreia esta quinta, dia 7, com dois filmes: às 16h, No Tempo dos Ciganos, do cineasta e músico Emir Kusturica, e às 18:30h, Ex-baterista, primeiro longa-metragem de Koen Mortier, que causou comoção nos festivais em que foi inscrito.

Emir Kusturica (bio em inglês no IMDb) é daqueles diretores cuja filmografia é inteiramente genial. É difícil achar algum filme que o público diga "é, esse não foi tão assim...". Nascido em Sarajevo, na Bósnia e Herzegovina, em 1954, Kusturica estudou em Praga numa das maiores escolas de Cinema do mundo, a Academia de Artes Performáticas de Praga (site oficial, em inglês). Peraí, mas isso não é um Fã Cine do Kusturica, então por que explicar a vida do diretor? Simples: desde sua graduação o sérvio já esbanjava talento vencendo inúmeros prêmios em festivais amadores de Cinema. É considerado uma das mentes mais criativas da Sétima Arte (assim como os Coen, tema do Fã Cine do mês), e em No Tempo dos Ciganos mantém seu estilo único de fazer filmes: humor sensibilíssimo e temas cativantes - além do curioso fato de os diálogos serem todos em língua cigana. O filme será exibido às 16h.

Ex-baterista é o filme de estreia em longas-metragens do belga Koen Mortier (pequena bio em inglês), um jovem diretor que começou sua carreira da melhor forma possível: o filme foi um sucesso de público nos festivais ao redor do mundo, tornando-se "rapidamente foco da cultura underground". Três palavras definem bem o espírito do filme: sexo, drogas e rock 'n' roll. Se bem que o sexo, muitas vezes, vem de forma extremamente desagradável, já que é recheado de cenas de estupros, e o rock 'n' roll fica por conta de uma banda de punks degenerados que, mesmo depois de um longo passar do tempo, ainda creem ser possível se tornarem rock stars. Um conselho: o filme não é muito agradável aos olhos, pois usa e abusa da temática estupro-violência-consumo de drogas/álcool - portanto, só assista se realmente não se importar com tudo isso. E também não espere nada de cunho moralista: Ex-baterista simplesmente mostra a vida de uma banda que procura por um - vejam só! - baterista, e encontram um escritor cheio de más intenções que topa a empreitada.
A crítica foi enfática ao examinar o filme: uma mistura de Trainspotting com Laranja Mecânica, clássicos cinematográficos de Danny Boyle e Stanley Kubrick, respectivamente. Você pode conferir uma crítica mais detalhada do filme no site do Zona Livre e no blog Quadrado dos Loucos. Ex-baterista começa logo após o término do filme de Kusturica, às 18:30h
Equação do sucesso de Ex-baterista

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Sem descanso nos feriados

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por Rodrigo Castro


O Carcará não descansa nos feriados, e por isso nessa sexta já começamos a programação de Outubro, que terá uma peculiaridade: duas mostras Do Livro às Telas, homenageando dois gênios da literatura: aos sábados, a partir do dia 9 de outubro, Fiódor Dostoiévski e suas obras-primas darão um toque de existencialismo ao cinema. As adaptações de quatro livros do russo serão exibidas sempre às 17h; e aos domingos, a partir do dia 17 de outubro, J. R. R. Tolkien, criador do épico moderno O Senhor dos Anéis, com exibições das versões estendidas dos filmes às 13:30h.


Nas quintas de outubro volta ao Carcará a mostra Cine Volta ao Mundo, com oito filmes de diversos países - portanto, fique atento para não confundir dias e horários, pois a mostra começa no próximo dia 7! Argélia, Bélgica, Peru e até o Vietnã foram alguns dos países contemplados pela mostra. Destaque para o filme Caçado, da Coréia do Sul, muito aclamado em todos os cantos do planeta. 


Jeff Bridges,
o Grande Lebwski
Nas sextas, e já começando dia 1º - depois de amanhã, um Fã Cine há muito tempo desejado pela equipe que monta a programação do Carcará: Joel & Ethan Coen e seus fantásticos filmes são os homenageados do mês. Dentre os escolhidos, não deixe de assistir a O Grande Lebowski, que conta no elenco com Jeff Bridges em alta performance, além de ter se tornado um grande clássico do Cinema.


Nos sábados, começando no dia 9, uma mostra fantástica de um dos maiores escritores da história da literatura mundial: Do Livro às Telas - Fiódor Dostoiévski, começando com Crime e Castigo, um dos livros mais conhecidos do escritor e dirigido por Aki Kaurismäki, da Finlânfia, passando por O Idiota, adaptado pelo consagrado diretor japonês Akira Kurosawa, e Os Possessos, uma releitura da obra Os Demônios por parte do aclamado polonês Andrzej Wajda, até chegar à obra-prima de Dostoiévski, um dos maiores livros de todos os tempos: Os Irmãos Karamazov, que ganhou uma adaptação livre de Petr Zelenka (bio em inglês no Wikipedia), da República Tcheca, no filme Karamazov, nossa indicação desta mostra imperdível.


"Venha ver nós no Cine Carcará..."
Aos domingos, outra mostra Do Livro às Telas. A trilogia de O Senhor dos Anéis, criação de J. R. R. Tolkien, um verdadeiro épico, contará com as adaptações de Peter Jackson (bio em inglês no IMDb) para o cinema em suas versões estendidas - prepare-se para uma verdadeira maratona nos domingos, a partir do dia 17, pois cada filme tem mais ou menos três horas de duração (o último, na verdade, tem quase quatro). E não deixe de conferir também os filmes da Segunda Trash, que este mês será uma homenagem ao mês das crianças, com filmes que aterrorizavam as nossas vidas no fim da década de 1980 e começo da de 1990. Além disso, o Projeto Psicocine já está em seu quarto filme da mostra Encarcerados, e você pode conferir no blog do projeto mais informações sobre a mostra.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A Mulher de Todos - Mostra Especial de Aniversário

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por Rodrigo Castro

Eis mais uma obra do chamado Cinema Marginal. Assim como o filme da semana passada, de Julio Bressane, A Mulher de Todos explicita várias das características já citadas do movimento de oposição ao Cinema Novo de Glauber Rocha. Os temas popularescos, a migração do sensacionalismo jornalístico para os enredos, o sexo, a violência, o grotesco... tudo isso está presente no movimento do qual Rogério Sganzerla (bio no Wikipedia) foi um dos maiores ícones. Mas o filme desta sexta é um tanto diferente em relação a Matou a família e foi ao cinema - a começar pelo elenco. Enquanto Julio Bressane contava com um elenco formado por amigos e conhecidos, Sganzerla pode contar com a participação de sua musa-mulher Helena Ignez, além de Stenio García, Jô Soares e Antônio Pitanga - pai de Camila e Rocco Pitanga.

No que se refere ao filme em si, há diversas outras diferenças que merecem ser notadas com mais atenção. Uma delas é que o filme de Sganzerla é especialmente barulhento, em oposição ao de Bressane, que fez do silêncio uma marca de seus filmes. Desde a trilha, passando pelos diálogos às vezes gritados, até os sons ambientes, tudo é bastante estridente. Em cena, os atores não raro olham diretamente para a câmera, em direção ao público, evidenciando a ficcionalidade do Cinema e transformando-o - assim como a posição de observador no filme de Bressane - em parte ativa do filme. Não há mais aquele espectador sentado comportadamente na poltrona da sala de exibição, e sim alguém que faz parte da trama.

Poster original do filme
Mantendo a filosofia marginal de se fazer filmes, A Mulher de Todos tem, como principal objetivo, chocar a sociedade da época, em especial a "vidinha média de classe média", nas palavras de Ruy Gardnier. A narração do filme é uma tremenda tiração de sarro da sociedade da época (e continua, infelizmente, bem atual), assim como todo o filme foi feito pensando em como o exagero faria as pessoas se sentirem mal. A começar pelo próprio título, que já transmite uma ideia sobre do que se trata o filme. Para entender a bronca de Sganzerla com essa população "inculta e analfabeta", como ele mesmo chamou, vale a pena ler um trecho de um texto seu, intitulado Uma videologia da novela, a doença da nação, publicado originalmente em Cine Imaginário, em maio de 1988, e reproduzido aqui através do site Contracampo - Revista de Cinema:
A população não quer ver, nem ouvir com olhos e ouvidos livres, mas tão somente ser vista, aparecer, fazer fama para deitar na cama do sub-sucesso fácil, talvez virar sub-super-star de uma hora para outra, trair sua condição colonial, enganando aos outros e, pior de tudo, a si mesmo. O brasileiro não quer ver mas ser visto. (Rogério Sganzerla, Cine Imaginário - maio de 1988)
A Mulher de Todos será exibido hoje, sexta-feira, às 16h e às 18:30h, no Cine Carcará. Você pode conferir mais informações sobre o filme em dois textos selecionados pelo blog, ambos da Contracampo: um de José Lino Grünewald e outro de Jairo Ferreira, datado do ano de lançamento do filme. 
A Contracampo também possui um especial dedicado a Rogério Sganzerla, com entrevistas, depoimentos, críticas, textos do cineasta, etc.

Não perca amanhã o clássico Janela Indiscreta, de Alfred Hitchcock, terceiro filme do Projeto Fã Cine do mês.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Mostra Especial de Aniversário - III Semana

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por Rodrigo Castro


"Todos os filmes são políticos." É assim que Konstatinos Gravas - ou, como é mais conhecido mundo afora, Costa-Gravas (bio em inglês no IMDb) - define o Cinema. O cineasta grego abre a terceira semana da mostra especial de setembro no Carcará com o filme Z, e é reconhecido mundialmente por seus filmes-políticos - conceito que, como se vê, não se encaixa ao diretor. Em entrevista no ano passado à Folha de S. Paulo, Costa-Gravas defendeu o incentivo governamental ao Cinema em cada país, mas sabe das ressalvas: "Desde seu nascimento, o cinema teve papel importante na sociedade, na formação da sensibilidade das pessoas [...]. Ele desempenhou um papel negativo na década de 30, na Rússia de Stalin e durante a Guerra Fria, em Hollywood, porque manipulou os espectadores e divulgou uma ideologia que não era a do cinema livre."
Z será exibido nesta quinta-feira, 401, nos horários de sempre: 16h e 18:30.

Na sexta-feira, dia 17 de setembro, é a vez de mais um cineasta marginal mostrar seu talento nas telas do Carcará. A Mulher de Todos, de Rogério Sganzerla (bio no Wikipedia), será exibido às 16h e às 18:30h. Sganzerla foi parceiro e amigo de Glauber Rocha e Julio Bressane, entre outros cineastas da época. E sobre o filme em questão, você pode conferir a opinião de Ruy Gardnier, da Contracampo - Revista de Cinema, para quem "raros filmes têm o dom de ficar mais contemporâneos com o tempo. A Mulher de Todos é um deles."

Por fim, como já vem acontecendo todos os sábados, Alfred Hitchcock (bio em inglês no IMDb) fecha a semana com mais um clássico do suspense: Janela Indiscreta, filme de 1954 e 112 minutos de duração. O elenco conta com a presença marcante de James Stwart, que se tornou um grande parceiro de Hitchcock em diversos filmes. Uma curiosidade marcante do filme é o fato de que todos os sons pertencem ao mundo do próprio filme - o chamado som diegético -, ou seja, as músicas, as falas e todos os outros sons foram captados durante as gravações. Janela Indiscreta é um clássico voyeur, já que utiliza muito bem o cenário em companhia do enredo, fazendo do público parte ativa do filme. Rodrigo Cunha, em crítica publicada no site CinePlayers.com, enfatiza que o maior mérito do filme é "o modo com que tudo foi apresentado, nos colocando na mesma perspectiva do personagem, descobrindo as coisas com ele, nos levando a querer bisbilhotar o que acontece em volta também."

Bom divertimento, e não perca a última semana da mostra!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Matou a Família e foi ao Cinema - Mostra Especial de Aniversário

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O filme de Julio Bressane é um dos grandes marcos do Cinema Marginal brasileiro. Matou a Família e foi ao Cinema reúne fragmentos de várias vidas, retratadas por uma câmera inovadora e ousada. O uso de molduras para enquadrar as cenas (através de portas e janelas) dão um tom voyeur ao filme, já que evidencia a postura de observador de quem está assistindo. Além de claramente contar com características conhecidíssimas do Cinema Marginal - baixo orçamento, rompimento da linguagem narrativa clássica do Cinema, atores-amigos, etc etc etc -, Matou a família... é um exemplo clássico dos filmes de Bressane: silencioso e provocante.

A trilha sonora, quando presente, foi colocada de maneira bem irreverente em relação às cenas que acompanha, já que normalmente estamos acostumados a entrar no clima do que vai acontecer através da trilha: Bressane corta essa sensação com trilhas às vezes totalmente desconexas com o que está acontecendo na cena. Um bom exemplo é a filha que mata a mãe por devido ao relacionamento lésbico que a mãe não aceita, quando, de repente, Minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá/ Oi terra boa pra se vadiar invade as telas e os ouvidos dos espectadores. Descontando alguns segundos em que as músicas caminham junto com as cenas, restam apenas diálogos, não muito complexos (e nem é a intenção), e muito, muito silêncio.

Poster original do filme
Os cortes e a falta deles também são inusitados, já que não seguem um padrão narrativo. Não há compromisso em manter um ritmo no filme, pelo menos não como estamos acostumados a ver. Alguns planos seguem longos, por um tempo, muitas vezes sem nem ao menos sons, enquanto outros são cortados rapidamente e alternados (um close, um plano geral, outro close, e assim por diante). Como há uso recorrente de molduras nas cenas, é comum que a câmera esteja fixa num ponto enquanto a ação se desenvolve em outro, fora da tela propriamente dita, causando estranheza - por sinal, é um recurso que lembra muito o que Michael Haneke faz em alguns de seus filmes, como Violência Gratuita e Benny's Video.

Matou a Família e foi ao Cinema será exibido hoje, sexta-feira, às 16h e 18:30h no Cine Carcará, e faz parte da Mostra Especial de Aniversário do Cineclube Carcará. Bom divertimento!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Mostra Especial de Aniversário - II Semana

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por Rodrigo Castro

Os 41 anos do Carcará não poderiam ser comemorados de forma melhor: uma grande homenagem aos grandes sucessos do ano de 1969. Se no ano passado dedicamos um mês inteiro a quatro décadas de paixão pelo cinema, chegou a vez dos clássicos da sétima arte que marcaram o ano de fundação do cineclube serem exibidos neste nobre espaço.
A mostra começou na última quinta-feira com Sem Destino, dirigido por Dennis Hopper, e seguiu com o aclamado O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro - conhecido no exterior simplesmente por Antônio das Mortes, de autoria de um dos maiores cineastas do mundo, o baiano Glauber Rocha. No sábado, Quando Fala o Coração, do mestre do suspense Alfred Hitchcock, que, não podemos esquecer, é o homenageado do mês do Projeto Fã Cine, fechou a primeira semana de exibição.

A segunda semana não deverá nada em questão de qualidade à primeira. Butch Cassidy abre a quinta-feira internacional de filmes de 1969, um clássico de faroeste estadunidense, que conta com uma dupla de protagonistas extraordinária: Paul Newman (bio em inglês), um dos maiores nomes do gênero western e falecido há dois anos, e Robert Redford (bio em inglês), criador do maior festival de filmes independentes do mundo, o Sundance Film Festival.
Na sexta-feira, dando sequência aos filmes brasileiros de 1969, Matou a Família e Foi ao Cinema, de Julio Bressane. Bressane é um dos grandes nomes do cinema marginal brasileiro, e na década de 1970 fundou uma produtora de filmes de baixo orçamento juntamante com Rogério Sganzerla. O filme conta com Renata Sorrah no elenco, uma das maiores atrizes do cinema e da tevê brasileira.
Por fim, encerrando a segunda semana especial, O Festim Diabólico, dirigido pelo incomparável Alfred Hitchcock (bio em inglês), será exibido no sábado. De acordo com a página dedicada ao filme no Internet Movie Database, este foi o único trabalho em que James Stwart, um dos grandes atores parceiros de Alfred Hitchcock, se sentiu insatisfeito, pois considerou o papel inadequado.
Bom divertimento

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Cineclube Carcará Especial 40 Anos

MOSTRA "QUATRO DÉCADAS DE CINEMA"


A programação do Cineclube Carcará do mês de novembro homenageia os 40 anos do Cineclube exibindo, durante quatro semanas, os filmes que marcaram suas décadas desde 1970. As exibições acontecerão de quinta-feira a sábado, a partir de hoje, sempre às 16h e 18h30, e cada semana representa uma década do Cinema.

Além da Mostra Especial, o Carcará, em parceria com o Vinil Brasil, comemorará seus 40 anos no Galpão dia 14 de novembro (próximo sábado), com uma festa que une poesia, música, cinema e cultura, e terá shows com Zé Trindade e O Quinto. Os ingressos já estão à venda com os membros do Cineclube.


ANOS 70


TAXI DRIVER

Sinopse: Em Nova York, um homem de 26 anos (Robert De Niro), veterano da Guerra do Vietnã, é um solitário no meio da grande metrópole que ele vagueia noite adentro. Assim começa a trabalhar como motorista de taxi no turno da noite e nele vai crescendo um sentimento de revolta pela miséria, o vício, a violência e a prostituição que estão sempre à sua volta. Perde bastante noção das coisas quando leva uma bela mulher (Cybill Sheperd), que trabalha na campanha de um senador, para ver um filme pornô logo no primeiro encontro, mas tem momentos de altruísmo ao tentar persuadir uma prostituta de 12 anos (Jodie Foster) para ela largar seu cafetão, voltar para a casa de seus pais e ir para a escola. Porém, em contra-partida, compra quatro armas, sendo uma delas um Magnum 44, e articula um atentado contra o senador (que planeja ser presidente) e para quem sua amiga trabalha.

Dirigido por: Martin Scorsese

Duração: 114 min


Exibições: 05/11/2009 | 16:00 e 18:30



ÚLTIMO TANGO EM PARIS

Sinopse: Enquanto procura um apartamento em Paris, uma bela jovem (Maria Schneider) conhece um americano (Marlon Brando), cuja esposa recentemente cometeu suicídio. Instantaneamente um deseja o outro ardentemente e iniciam naquele momento um tórrido affair. Eles combinam que não revelariam nada de suas vidas, nem mesmo seus nomes, sendo que o objetivo dos encontros seria basicamente sexo. Mas gradativamente os acontecimentos vão fugindo do controle de ambos.

Dirigido por: Bernardo Bertolucci

Duração: 123 min


Exibições: 06/11/2009 | 16:00 e 18:30



O AMULETO DE OGUM

Sinopse: Para entreter alguns ladrões, um tocador de viola cego conta a história de um homem nordestino, envolvido com uma vida de crimes no subúrbio do Rio de Janeiro, conhecido como aquele que tinha o corpo fechado por Ogum.

Dirigido por: Nelson Pererira dos Santos

Duração: 112 min


Exibições: 07/11/2009 | 16:00 e 18:30



ANOS 80


BLADE RUNNER

Sinopse: No início do século XXI, uma grande corporação desenvolve um robô que é mais forte e ágil que o ser humano e se equiparando em inteligência. São conhecidos como replicantes e utilizados como escravos na colonização e exploração de outros planetas. Mas, quando um grupo dos robôs mais evoluídos provoca um motim, em uma colônia fora da Terra, este incidente faz os replicantes serem considerados ilegais na Terra, sob pena de morte. A partir de então, policiais de um esquadrão de elite, conhecidos como Blade Runner, têm ordem de atirar para matar em replicantes encontrados na Terra, mas tal ato não é chamado de execução e sim de remoção. Até que, em novembro de 2019, em Los Angeles, quando cinco replicantes chegam à Terra, um ex-Blade Runner (Harrison Ford) é encarregado de caçá-los.

Dirigido por: Ridley Scott

Duração: 118 min


Exibições: 12/11/2009 | 16:00 e 18:30



O ILUMINADO

Sinopse: Durante o inverno, um homem (Jack Nicholson) contratado para ficar como vigia em um hotel no Colorado e vai para lá com a mulher (Shelley Duvall) e seu filho (Danny Lloyd). Porém, o contínuo isolamento começa a lhe causar problemas mentais sérios e ele vai se tornado cada vez mais agressivo e perigoso, ao mesmo tempo que seu filho passa a ter visões de acontecimentos ocorridos no passado, que também foram causados pelo isolamento excessivo.

Dirigido por: Stanley Kubrick

Duração: 144 min


Exibições: 13/11/2009 | 16:00 e 18:30


ELES NÃO USAM BLACK TIE

Sinopse: Um chefe de família e ativo líder sindical entra em conflito com o filho também operário, mas contrário aos seus valores de solidariedade de classe. Adaptação da peça teatral homônima de Gianfrancesco Guarnieri.

Dirigido por: Leon Hirszman

Duração: 120 min


Exibições: 14/11/2009 | 16:00 e 18:30



ANOS 90


PULP FICTION

Sinopse: Dois assassinos profissionais devem fazer cobrança para um gângster; um deles forçado a sair com a garota do chefe, temendo passar dos limites; enquanto isso, boxeador se mete em apuros por ganhar luta que deveria perder.

Dirigido por: Quentin Tarantino

Duração: 154 min


Exibições: 19/11/2009 | 16:00 e 18:30



LANTERNAS VERMELHAS

Sinopse: No interior da China nos anos 1920, jovem de 19 anos de idade perde os pais e é forçada a se casar com um homem 50 anos mais velho. Ele é um senhor poderoso e que já possui três outras mulheres vivendo cada uma numa casa. Há uma competição entre elas, e o homem escolhe com qual irá passar a noite, deixando uma lanterna vermelha acesa na frente da casa.

Dirigido por: Yimou Zhang

Duração: 125 min


Exibições: 20/11/2009 | 16:00 e 18:30



TERRA ESTRANGEIRA

Sinopse: O plano econômico do governo Collor projeta o país no caos. A vida de Paco, um jovem estudante paulista, desmorona com a morte da mãe e o fim de um sonho de ser ator. Paco decide deixar o Brasil. Para isso, aceita levar um objeto contrabandeado para Lisboa. Lá, conhece Alex, o amor e o perigo da morte...

Dirigido por: Walter Salles

Duração: 100 min


Exibições: 21/11/2009 | 16:00 e 18:30



ANOS 00


AMORES BRUTOS

Sinopse: Em plena Cidade do México, um terrível acidente automobilístico ocorre. A partir deste momento, três pessoas envolvidas no acidente se encontram e têm suas vidas mudadas para sempre. Um deles é o adolescente Octavio (Gael García Bernal), que decidiu fugir com a mulher de seu irmão, Susana (Vanessa Bauche), usando seu cachorro Cofi como veículo para conseguir o dinheiro para a fuga. Ao mesmo tempo, Daniel (Álvaro Guerrero) resolve abandonar sua esposa e filhas para ir viver com Valeria (Goya Toledo), uma bela modelo por quem está apaixonado. Também se envolve no acidente Chivo (Emilio Echevarría), um ex-guerrilheiro comunista que agora atua como matador de aluguel, após passar vários anos preso. Ali, em meio ao caos, ele encontra Cofi e vê a possibilidade de sua redenção.

Dirigido por: Alejandro González Iñarritu e Fernando Pérez Unda

Duração: 153 min


Exibições: 26/11/2009 | 16:00 e 18:30



SANGUE NEGRO

Sinopse: Virada do século XIX para o século XX, na fronteira da Califórnia. Daniel Plainview (Daniel Day-Lewis) é um mineiro de minas de prata derrotado, que divide seu tempo com a tarefa de ser pai solteiro. Um dia ele descobre a existência de uma pequena cidade no oeste onde um mar de petróleo está transbordando do solo. Daniel decide partir para o local com seu filho, H.W. (Dillon Freasier). O nome da cidade é Little Boston, sendo que a única diversão do local é a igreja do carismático pastor Eli Sunday (Paul Dano). Daniel e H.W. se arriscam e logo encontram um poço de petróleo, que lhes traz riqueza mas também uma série de conflitos.

Dirigido por: Paul Thomas Anderson

Duração: 158 min


Exibições: 27/11/2009 | 16:00 e 18:30



ESTÔMAGO

Sinopse: Raimundo Nonato (João Miguel) foi para a cidade grande na esperança de ter uma vida melhor. Contratado como faxineiro em um bar, logo ele descobre que possui um talento nato para a cozinha. Com suas coxinhas Raimundo transforma o bar num sucesso. Giovanni (Carlo Briani), o dono de um conhecido restaurante italiano da região, o contrata como assistente de cozinheiro. A cozinha italiana é uma grande descoberta para Raimundo, que passa também a ter uma casa, roupas melhores, relacionamentos sociais e um amor: a prostituta Iria (Fabiula Nascimento).

Dirigido por: Marcos Jorge

Duração: 112


Exibições: 28/11/2009 | 16:00 e 18:30