por Inês Amorim
O grande responsável por apresentar ao Ocidente que o Japão não só faz cinema, mas faz cinema de qualidade, foi o diretor nipônico
Akira Kurosawa. Seus filmes mostraram para o lado oeste de Greenwich a grandeza da cultura japonesa e influenciaram grande geração de cineastas do mundo todo.
Akira nasceu em
Tóquio, dia
23 de março de
1910. Foi o caçula dentre oito irmãos e sofreu grande influência da cultura ocidental, que era muito valorizada pelo seu pai. Apaixonado pelas artes, inicialmente tentou ser pintor e após terminar o curso no Ginásio Keika, ingressou no Centro de Pesquisas de Arte Proletária, aos 18 anos. Por falta de dinheiro, sua carreira de pintor não foi muito longe, mas sua habilidade o acompanhou por toda sua carreira no cinema, sobretudo em seus
storyboards, telas pintadas por ele. Além da pintura, também era apaixonado por literatura, a fonte de inspiração de boa parte de seus filmes.
Sua entrada no cinema foi, em grade parte, influência de seu irmão Heigo Kurosawa, que era Benshi, uma espécie de narrador de filmes mudos. Com o advento dos filmes falados, Heigo perdeu seu emprego e se suicidou após uma grave crise depressiva. Esse fato abalou
Akira, que demorou a aceitar a tragédia. Mais tarde, quando gradativamente conseguiu se recuperar, entrou de vez no mundo do cinema, tendo seu pontapé inicial em 1936, ao passar num teste para assistente de direção que leu num anúncio de jornal. Ao longo de sua carreira dirigiu
32 filmes.